Costuma-se dizer que a gente pensa que viu tudo, mas a cada dia nos deparamos com coisas que nem Freud explica. O que parece brincadeira, na verdade foi algo que me assustou. Dias atrás, fui almoçar com minha filha no Shopping quando me deparei com uma cena das quais nos perguntamos: "por que facilitar se podemos complicar?". O caso se passa no espaço destinado às crianças, com brinquedos e jogos eletrônicos. Este espaço já possui um ambiente confuso no que diz respeito à diferença de idades dos frequentadores. O mesmo espaço que recebe uma criança inocente que corre atrás de uma bola, brinca com o cavalinho, também é palco de vídeo games violentos, com simuladores de armas, lutas e outras brincadeiras sem limites. Por si só, o ambiente já pode levar os menores a conviver com situações das quais eles não possuem estruturas psicológicas adequadas para absorver estas informações, sejam elas, visuais, auditivas ou cinestésicas. Do ponto de vista pedagógico isto é totalmente negativo, pois estamos "ensinando" precocemente os mais inocentes e de forma inconsciente a lidar com a violência. Mais tarde, as escolas serão obrigadas a fazer palestras sobre Bullying e outras matérias do gênero, tentando corrigir aquilo que poderia ser evitado. O próprio Freud vai tratar sobre isso na Teoria do Processo de Pensamento, quando aborda o processo de pensamento primário. Logo nos primeiros anos a criança irá absorver de forma inconsciente tudo aquilo a que foi exposta. E se isto for feito de forma antecipada, os registros podem causar muitos danos à saúde psíquica no futuro. O Dr Augusto Cury fala muito sobre este tema em seus livros, o que chama de SPA ou Síndorme do Pensamento Acelerado. Mais um problema que as escolas terão que cuidar no futuro, pois o resultado disso se traduz em parte ao grande número dos diagnósticos de TDAH, o famoso Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Bem, mas na verdade o pior ainda está por vir, acredite. Observando as crianças brincarem, notei uma menina, de aproximadamente uns quatro anos de idade parar ao lado de uns cavalinhos puxando uma carroça. Até hoje estou tentando entender o que um brinquedo para crianças abaixo de cinco anos, tem haver com cerveja. Sim! A carroça, puxada pelos cavalinhos, está transportando barris de cerveja. Só por DEUS! A carroça poderia estar puxando barris de bolinhas, de doces, de borboletas ou de estrelinhas, mas nunca cerveja. Gostando ou não de Freud, estas imagens serão absorvidas pelo nosso cérebro repteliano primitivo inconscientemente, podendo ser resgatadas no futuro de uma forma totalmente distorcida. Nada contra os fabricantes de cerveja, os amantes da "gelada", mas a ideia poderia ter poupado a inocência de nossas crianças. Este foi apenas um desabafo de alguém que milita na educação e pela educação, tendo em vista que só isto nos colocará em condições de acordar o gigante Brasil. O mesmo gigante que ouço dizer que está adormecido há muito tempo. Espero ter o privilégio de vê-lo acordar antes que eu adormeça. Seu comentário é bem vindo, concordando ou não com esta reflexão. DEUS cuide de nossas crianças...
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