Todo ser humano em seu perfeito estado sonha com o progresso, quer seja ele, no âmbito profissional, emocional, físico ou espiritual. O grande problema é a preparação para se atingir a evolução de uma forma capaz de antever os efeitos mais básicos deste crescimento. O Homo Sapiens, se é que podemos assim conceber, tem dificuldades de gerenciar o progresso.
Em uma análise muito superficial da história, podemos ver que as ações humanas tem trazido algumas consequências desastrosas ao meio ambiente, e o que pior, a ele mesmo. Quando se fala em sustentabilidade, uma das definições interessantes é aquela em que se prega a conscientização do ser humano para que suas ações produzam riquezas no presente, garantindo a sobrevivência desta geração, sem deixar prejuízos para as gerações futuras. Ao meu ver, esta definição precisa de um ajuste para esta geração.
Parafraseando esta definição, diria que sustentabilidade seria a capacidade de produzir riqueza no presente, capaz de manter a sobrevivência desta geração, sem trazer prejuízos para ela mesma. Enquanto as ações estavam deixando prejuízos para o futuro, era até compreensível, pois estaríamos colocando a culpa na falta de ética, individualismo do ser humano, incapacidade de continuar a vida e por aí adiante. Mesmo sabendo que o mais primitivo dos animais (denominados irracionais) mantém o seu habitat natural e as condições necessárias para a sua sobrevivência e de sua prole, é passível de compreensão. Difícil mesmo é acreditar que o homem não esteja conseguindo manter as condições mínimas de sobrevivência de sua própria geração. Será que ele perdeu a noção de tempo? Outrora tínhamos informação que a humanidade sofreria as consequencias do progresso em 300 anos, depois em 200 anos, 100 anos, 50 anos...?? Quantas pessoas hoje ainda vão viver 50 anos? Se é que vamos suportar 50 anos? Vejamos um exemplo recente de falta de planejamento e bom senso capaz de destruir uma riqueza para a nossa própria geração. A Folha de São Paulo (19/09/2010) trouxe uma matéria no Caderno Cidades sobre o aumento de veículos rumo ao litoral após a liberação do trecho sul do Rodoanel Governador Mário Covas. Pelo lado positivo, a população da capital e do interior será beneficiada (e muito) pela facilidade de acesso às praias mais procurados da Baixada Santista e Guarujá. Por outro lado, descobriram tardiamente que o lado positivo deve gerar um dos maiores gargalos de infraestrutura já vistos. Se isso fosse um case de avaliação em uma faculdade qualquer sobre a Teoria das Restrições (Theory of Constrantis) do guru Eliyahu Goldratt, a reprovação seria total.
A construção é maravilhosa do ponto de vista da engenharia, trânsito, cidades, econômia, política e interesses afins. Mas e do ponto de vista da sustentabilidade? Nos primeiros meses de inauguração houve um aumento de mais de 1,2 milhão de veículos. As previsões para Natal e Ano Novo são catastróficas, se levarmos em conta diversos fatores não analisados inicialmente. Assistismos a diversos debates e estudos para verificação do impacto ambiental da construção do Rodoanel, mas apenas em relação ao ecossistema direto. Será que alguém pensou nos reflexos desta obra para o futuro? Se não houver nenhuma ação imediata, corremos o risco de ver nossas praias destruídas pelo excesso de população flutuante. Voltemos à questão da sustentabilidade.
Da forma como esta questão se desenrola, é previsível que haja um colapso socioambiental nesta própria geração. A falta de água potável, incapacidade de atendimento médico, segurança pública, comércio local, entre outros. Até aí entendo que é uma questão de sobrevivência, da lei do mais forte, cada um por si, quem pode mais chora menos e o probema é de quem reside lá. E quando a nossa dúvida atinge o planeta, a biodiversidade, o ecossistema local. Será que a natureza suportará o peso de toda esta população? Se todos os seres vivos, participantes deste ecossistema pudessem escolher o local para a sua continuidade, o que eles diriam? No mínimo eles implorariam por misericórdia, justificando que não podem suportar por muito tempo. (In)Felizmente para o Homo Surdos, ele não pode entender o clamor de uma raça "inferior".
Talvez uma simples organização, paciência, inteligência ou mínimo de compreensão daquilo que foi divinamente criado para ele próprio seria suficiente para entender que é possível desfrutar do planeta sem ter que destruí-lo. Não foi por caso que a "ordem" veio antes da palavra "progresso". Primeiro planejar para depois construir. Fica aqui uma reflexão para aqueles que pretendem engrossar a fila dos amantes da vida litorânea. Gostaria muito que meus filhos pudessem levar os meus netos na praia e mostrar o mar azul e a areia branca como sendo uma das coisas mais lindas da natureza. Uma sugestão interessante seria acompanhar o site www.mundosustentavel.com.br do jornalista André Trigueiro. Para fins estatísticos criei uma enquete para saber o interesse das pessoas pelo tema. VEJA AO LADO.
Em uma análise muito superficial da história, podemos ver que as ações humanas tem trazido algumas consequências desastrosas ao meio ambiente, e o que pior, a ele mesmo. Quando se fala em sustentabilidade, uma das definições interessantes é aquela em que se prega a conscientização do ser humano para que suas ações produzam riquezas no presente, garantindo a sobrevivência desta geração, sem deixar prejuízos para as gerações futuras. Ao meu ver, esta definição precisa de um ajuste para esta geração.
Parafraseando esta definição, diria que sustentabilidade seria a capacidade de produzir riqueza no presente, capaz de manter a sobrevivência desta geração, sem trazer prejuízos para ela mesma. Enquanto as ações estavam deixando prejuízos para o futuro, era até compreensível, pois estaríamos colocando a culpa na falta de ética, individualismo do ser humano, incapacidade de continuar a vida e por aí adiante. Mesmo sabendo que o mais primitivo dos animais (denominados irracionais) mantém o seu habitat natural e as condições necessárias para a sua sobrevivência e de sua prole, é passível de compreensão. Difícil mesmo é acreditar que o homem não esteja conseguindo manter as condições mínimas de sobrevivência de sua própria geração. Será que ele perdeu a noção de tempo? Outrora tínhamos informação que a humanidade sofreria as consequencias do progresso em 300 anos, depois em 200 anos, 100 anos, 50 anos...?? Quantas pessoas hoje ainda vão viver 50 anos? Se é que vamos suportar 50 anos? Vejamos um exemplo recente de falta de planejamento e bom senso capaz de destruir uma riqueza para a nossa própria geração. A Folha de São Paulo (19/09/2010) trouxe uma matéria no Caderno Cidades sobre o aumento de veículos rumo ao litoral após a liberação do trecho sul do Rodoanel Governador Mário Covas. Pelo lado positivo, a população da capital e do interior será beneficiada (e muito) pela facilidade de acesso às praias mais procurados da Baixada Santista e Guarujá. Por outro lado, descobriram tardiamente que o lado positivo deve gerar um dos maiores gargalos de infraestrutura já vistos. Se isso fosse um case de avaliação em uma faculdade qualquer sobre a Teoria das Restrições (Theory of Constrantis) do guru Eliyahu Goldratt, a reprovação seria total.
A construção é maravilhosa do ponto de vista da engenharia, trânsito, cidades, econômia, política e interesses afins. Mas e do ponto de vista da sustentabilidade? Nos primeiros meses de inauguração houve um aumento de mais de 1,2 milhão de veículos. As previsões para Natal e Ano Novo são catastróficas, se levarmos em conta diversos fatores não analisados inicialmente. Assistismos a diversos debates e estudos para verificação do impacto ambiental da construção do Rodoanel, mas apenas em relação ao ecossistema direto. Será que alguém pensou nos reflexos desta obra para o futuro? Se não houver nenhuma ação imediata, corremos o risco de ver nossas praias destruídas pelo excesso de população flutuante. Voltemos à questão da sustentabilidade.
Da forma como esta questão se desenrola, é previsível que haja um colapso socioambiental nesta própria geração. A falta de água potável, incapacidade de atendimento médico, segurança pública, comércio local, entre outros. Até aí entendo que é uma questão de sobrevivência, da lei do mais forte, cada um por si, quem pode mais chora menos e o probema é de quem reside lá. E quando a nossa dúvida atinge o planeta, a biodiversidade, o ecossistema local. Será que a natureza suportará o peso de toda esta população? Se todos os seres vivos, participantes deste ecossistema pudessem escolher o local para a sua continuidade, o que eles diriam? No mínimo eles implorariam por misericórdia, justificando que não podem suportar por muito tempo. (In)Felizmente para o Homo Surdos, ele não pode entender o clamor de uma raça "inferior".
Talvez uma simples organização, paciência, inteligência ou mínimo de compreensão daquilo que foi divinamente criado para ele próprio seria suficiente para entender que é possível desfrutar do planeta sem ter que destruí-lo. Não foi por caso que a "ordem" veio antes da palavra "progresso". Primeiro planejar para depois construir. Fica aqui uma reflexão para aqueles que pretendem engrossar a fila dos amantes da vida litorânea. Gostaria muito que meus filhos pudessem levar os meus netos na praia e mostrar o mar azul e a areia branca como sendo uma das coisas mais lindas da natureza. Uma sugestão interessante seria acompanhar o site www.mundosustentavel.com.br do jornalista André Trigueiro. Para fins estatísticos criei uma enquete para saber o interesse das pessoas pelo tema. VEJA AO LADO.

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